A última rodada da fase classificatória (27/06/2026) foi
fantástica e cheia de surpresas e emoções.
O campeonato veteras/2026 tem protagonizado situações
inéditas dentro da competição que tem causado frisson nos participantes.
Todos sabem que do meio para frente a competição se
transformou num barril de pólvora no que diz respeitos às expectativas e à
forma de desenvoltura das equipes dentro de campo. Não é sempre que 3 equipes
disputam uma só vaga para a semifinal. Isso deu um tempero todo especial para a
rodada final classificatória.
Ontem não foi diferente. O script é que tem sido rasurado no
decorrer da competição eis que se espera uma coisa e vem outra. No início, por
exemplo, desenhava-se um perfil de igualdade e de equilíbrio. Até aí o script é
projetado para essa igualdade, pois a ideia é formar equipes que se equivalem
nos diversos setores do campo. Mas tudo se modificou quando 3 equipes começaram
a estabelecer um cenário de desequilíbrio. 3 equipes disparando e 3 marchando
em descompasso em termos de pontuação.
Aí, depois de infortúnios climáticos, de adiamento de
rodadas, chegou-se a essa final classificatória com equipes favoritas
despontando e se classificando com antecedência de uma rodada e deixando as
demais competidoras na berlinda e na pressão de resultados.
Por essa razão é que a rodada de ontem foi inédita no que
diz respeito ao histórico das competições anteriores que sempre chegam nessa
fase com pontuações que pode até incidir sobre uma ou duas equipes, mas, jamais
com três.
No primeiro jogo a expectativa no enfrentamento de Rubro
Negro x Galáticos é de que seria esse jogo a definir a quarta colocada. Ledo
engano. Isso porque a equipe Celestiales vinham ‘voando baixo’ e não se
esperava que fosse ceder um placar favorável para os Amigos do Sindijus.
Como se diz por aí. Jogo é jogado. Lambari é pescado. A
equipe Galáticos e a equipe Rubro Negro tentaram corrigir suas deficiências de
elenco levando os seus técnicos (CR) a trabalharem durante a semana para
substituir atletas contundidos ou faltantes. Nesse quesito esperava-se
equilíbrio nesse jogo. Não houve. Foi um jogo que a equipe Rubro Negro saiu de
sua situação de equipe de pouca ofensividade para um ataque sedento por gols.
Esse empenho rendeu-lhe uma partida impecável. Foi construindo o placar aos
poucos em seu favor. Em tarde inspirada o atacante Alfinete fez 3 gols. Mas não
ficou só nisso. Placar final: 5 x O em favor da equipe Rubro Negro.
Com isso a equipe Rubro Negro tentou se redimir dos jogos
anteriores que lhe rendia um saldo de menos 7 gols. Ficou ainda com saldo
negativo de 2 mas jamais imaginava que a equipe Amigos do Sindijus que até
então tinha um saldo negativo de menos 4 ia ganhar o jogo e igualar-se em saldo
negativo de menos 2.
O segundo jogo entre Amigos do Sindijus x Celestiales
começou com a arquibancada cheia de camisas pretas secando aquele time que
poderia ‘melar’ as suas pretensões. Essa vigília aos poucos foi se dissipando
eis que a equipe Amigos do Sindijus entrou em campo com sangue nos olhos e com
o pensamento: eu posso até não classificar mas vou lutar com todas as minhas
forças para isso não acontecer. E deu certo. A equipe Celestiales não foi nem
sombra daquela equipe aguerrida que se viu até chegar à sua classificação. Era
a equipe Amigos do Sindijus que correu atrás do placar favorável. A equipe
Celestiales até chegou a estar na frente, mas os artilheiros do adversário não
estavam para brincadeira. Viraram o jogo e partiram para o objetivo que era
chegar ou passar o oponente (Rubro Negro) que tinha abaixado seu saldo
negativo. Final: 5 x 2 para a equipe Amigos do Sindijus. Aí era só recorrer ao
regulamento no seu critério de desempate. Prevaleceu a regra do maior número de
gols marcados. Parece-me que Amigos do Sindijus chegou a 13 gols e Rubro Negro
só tinha 10 gols. Assim foi sacramentada a passagem de fase da equipe Amigos do
Sindijus rumo à semifinal no próximo sábado.
O terceiro e último jogo era só uma chance de essas equipes:
Mão na Taça x Eterno Rei buscarem o primeiro lugar do grupo e levarem para a
semifinal a vantagem do empate.
Só que quando começou não parecia ser só esse o objetivo.
Senti alguns comentários vindos da arquibancada que esse foi jogo mais bem
disputada da fase classificatória, tanto que Mão na Taça venceu com um golaço
do excelente ala esquerdo Arionaldo Gomes.
Esse placar mínimo expressou, realmente, a estrutura tática desse jogo.
Se de um lado Eterno Rei tem jogadores que têm se destacado individualmente
como Rafael e Cel Paulo Rogério, de outro, Mão na Taça tem jogadores aguerridos
e competentes na marcação. Mão na Taça tem um meio compactado. Jogo com 5
jogadores nesse setor, e faz uma composição hibrida na defesa onde sempre um
dos volantes está ali dando suporte à sua zaga. De outro tanto, o destaque da
partida foi para o zagueiro Aécio Jr que anulou o centroavante goleado o Cel
Paulo Rogério. Final: 1 x 0 para o Mão na Taça.
Aliás, quanto aos centroavantes este cronista quer fazer um
destaque para estes que fazem a alegria do torcedor que assiste nossos jogos. Reginaldo Santana (Celestiales):
3 gols na rodada do dia 30/05/2026. David
Aristies (Celestiales): 3 gols na rodada do dia 20/06/2026. Paulo Rogério (Eterno Rei): 3
gols na rodada do dia 30/05/2026. Alfinete
(Rubro Negro): 3 gols na rodada do dia 27/06/2026.
Agora só agradar o próximo dia 04/julho/2026 e o confronto
das equipes:
1º. Jogo: Eterno Rei x
Celestiales (empate)
2º. Jogo: Amigos do
Sindijus x Mão na Taça (empate).
Observando-se que segundo o regulamento da competição esses jogos
terão tempos mais dilatados: 35min x
35min. Artigo 20 da competição.